Nieto revela por que VR46 recusou Ducati 2026
O VR46 Racing Team surpreendeu ao recusar duas Ducati de fábrica para 2026, optando por uma GP26 para Di Giannantonio e uma GP25 para Morbidelli, priorizando estabilidade e continuidade na MotoGP.
O VR46 Racing Team surpreendeu o paddock da MotoGP ao recusar duas Ducati de fábrica para a temporada 2026. A decisão, confirmada pelo chefe da equipe, Pablo Nieto, quebra expectativas e reforça a estratégia própria da escuderia italiana. Após a saída da Pramac para a Yamaha em 2024, a VR46 se tornou a nova satélite oficial da Ducati, mas preferiu manter apenas uma moto com especificação atualizada, deixando a outra na versão de 2025.
Assim, Fabio Di Giannantonio receberá a Desmosedici GP26, enquanto Franco Morbidelli seguirá com a GP25, considerada altamente competitiva. A segunda moto de fábrica que seria destinada ao time acabou redirecionada para a Gresini Racing, garantindo a Alex Márquez um equipamento de ponta.
Nieto justificou a escolha destacando que as mudanças técnicas entre 2025 e 2026 serão mínimas. “Teremos exatamente o mesmo: uma moto de fábrica de 2026 para o DiGiannantonio e uma de 2025 para Franky. Pensamos que a diferença não será tão grande, já que o motor e a base seguem os mesmos. Acredito que as novidades mais fortes estarão em 2027”, explicou.
A aposta revela confiança na confiabilidade e no desempenho já provado da GP25, que vem se mostrando “fantástica” nas mãos dos pilotos da Ducati em 2025. Enquanto rivais como Gresini apostam nas atualizações mais recentes, a VR46 prioriza estabilidade e continuidade, acreditando que esse equilíbrio pode render mais resultados no curto prazo.
A decisão gera debates sobre a relação entre inovação e consistência na MotoGP, principalmente em um grid onde cada detalhe pode definir corridas e títulos. O tempo dirá se a escolha da VR46 foi ousadia estratégica ou uma oportunidade perdida diante da evolução constante da Ducati.


