Freios terão alta exigência no GP do Brasil

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Brembo aponta alta exigência dos freios na MotoGP em Goiânia com fortes desacelerações pressão elevada e uso intenso ao longo da volta no circuito brasileiro.

Freios terão alta exigência no GP do Brasil

Os freios na MotoGP terão papel decisivo no GP do Brasil em Goiânia, com o traçado sendo classificado como exigente pelos engenheiros da Brembo. Mesmo com apenas sete pontos de frenagem por volta, o Autódromo Internacional Ayrton Senna recebeu nota 4 em uma escala de 1 a 6, indicando nível elevado de esforço para o sistema de freios.

O circuito possui extensão de 3,835 km e conta com três zonas de frenagem forte, três de intensidade média e uma de baixa intensidade. A maioria das desacelerações ultrapassa 1,3 G, o que evidencia a carga aplicada sobre os componentes de frenagem ao longo da volta. No total, os pilotos utilizam os freios por aproximadamente vinte segundos a cada passagem pelo traçado.

A curva mais crítica do circuito é a primeira, onde as motos reduzem de 337 km h para 117 km h em um intervalo de 4,4 segundos. Nesse trecho, os pilotos percorrem cerca de 259 metros aplicando força de 5,6 kg na alavanca de freio, com desaceleração de 1,5 G e pressão de até 12 bar no sistema.

A exigência técnica reforça a importância da escolha dos componentes utilizados pelas equipes. Na MotoGP, os discos de freio são feitos de carbono e podem variar entre 320 mm, 340 mm e 355 mm de diâmetro, dependendo das características do circuito. Os discos menores são utilizados em pistas menos exigentes, enquanto os maiores são indicados para traçados com frenagens mais intensas, como é o caso de Goiânia.

O retorno da MotoGP ao Brasil após mais de duas décadas acontece em um circuito que já recebeu etapas entre 1987 e 1989 nas categorias 250cc e 500cc. Agora, com novo asfalto e características atualizadas, o traçado brasileiro promete colocar à prova não apenas o desempenho das motos, mas também a eficiência dos sistemas de frenagem.