Engenheiro critica motores 850cc da MotoGP 2027

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Engenheiro da Aprilia, Marco de Luca, alerta que motores 850cc da MotoGP 2027 vão exigir motos totalmente novas e classifica mudança como “suicídio de custos”.

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A MotoGP se prepara para uma das maiores mudanças técnicas desde 2012: a partir de 2027, os motores de 1000cc serão substituídos por unidades de 850cc, acompanhadas do fim dos dispositivos de ajuste de altura e da redução das soluções aerodinâmicas. A medida, proposta pela FIM e pela Dorna, busca aumentar a segurança ao reduzir velocidades e equilibrar o grid. No entanto, as novas regras já levantam críticas dentro do paddock, principalmente pelo impacto financeiro que podem gerar.

Durante o GP de San Marino, o engenheiro-chefe de veículos da Aprilia, Marco De Luca, classificou a mudança como um “suicídio de custos”. Segundo ele, o desenvolvimento exigirá a criação de motos praticamente novas, já que o posicionamento do motor, sistema de escapamento, refrigeração e até a entrada de ar precisarão ser completamente redesenhados. “Não será mais barato, especialmente no início. Não é possível simplesmente adaptar o novo motor ao chassi atual. É um projeto totalmente novo”, destacou.

De Luca argumenta que os objetivos da regra poderiam ser atingidos de forma mais simples, como pela troca de pneus, lembrando que em 2027 a MotoGP também passará a utilizar compostos da Pirelli no lugar da Michelin. Ele acredita que a soma dessas mudanças pode pesar ainda mais no orçamento das equipes, mesmo que a longo prazo os organizadores defendam ganhos em segurança e competitividade.

Com os testes em pista das motos de 2027 restritos até o próximo ano e o desenvolvimento das atuais congelado (com exceção de Honda e Yamaha, que receberam liberação especial), cresce o debate sobre os efeitos práticos do novo regulamento. Para muitos, a transição pode se transformar em um divisor de águas: mais equilíbrio no esporte, mas a um custo inicial altíssimo.

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